domingo, 26 de fevereiro de 2017

O Maior Folclore do Mundo

O Maior Folclore do Mundo
No Brasil, o folclore foi resultado da miscigenação de três povos (indígena, português e africano) e da influência dos imigrantes de várias partes do mundo.
Por isso, o Brasil tem uma tradição folclórica variada, rica e muito peculiar.
Em cada região brasileira, o folclore apresenta semelhanças e diferenças.


O Folclore Brasileiro
Como sinônimo de cultura popular, o folclore brasileiro é o rosto social de identidade de uma vasta população de cidadãos brasileiros, cada um deles possuindo sua própria história, e seus próprios referenciais culturais - pois nasceu em uma sociedade - que constituem sua identidade como pessoa e como membro dessa sociedade: o "folclore"  é o cenário, o enredo geral e o acervo de apetrechos dos quais depende o ator humano para desempenhar o seu papel vital, elementos criados pelo próprio ator e que não só estruturam e articulam a sua vida como em muito a definem, justificam e até pré-determinam, pois muitos deles foram herdados de seus ancestrais, colorem a cultura onde ele vive e possuem força atávica, com raízes cuja origem se perde no tempo e transcende as fronteiras geográficas.

Da combinação perene, viva e ininterrupta, dos cenários de todos os atores de um dado país surge a cultura deste povo, com todas as suas variantes regionais e locais, um mosaico multifacetado de expressões, modos de ser e entender o mundo e de com ele interagir.

O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi fez das bandeiras das festas juninas um elemento frequente de seus quadros e gravuras. O compositor fluminense Villa-Lobos aproveitou-se de temas do folclore em sua obra musical.

Folclore
O "folclore" é o conjunto das criações de uma comunidade cultural, baseadas nas tradições de um grupo ou de indivíduos, que expressam sua identidade cultural e social, além dos costumes e valores que se transmite oralmente, passando de geração em geração.

A Primeira Vez
Em 22 de agosto de 1846, a palavra "Folclore" foi utilizada pela primeira vez num artigo do arqueólogo William John Thoms, publicado no jornal londrino "O Ateneu".

Nota:
- Por esse motivo a data de 22 de agosto é o dia do Folclore no Brasil.

Expressão

Em todas as partes do mundo, cada povo tem seu "folclore", sua forma de manifestar suas crenças e costumes.

O "folclore" se manifesta na arte, no artesanato, na literatura popular, nas danças regionais, no teatro, na música, na comida, nas festas populares, nos brinquedos e brincadeiras, nos provérbios, na medicina popular, nas crendices e superstições, mitos e lendas.

Origem
A origem do nome "folclore" apareceu através de duas palavras saxônicas antigas “Folk” (inglês) que significa “povo” e “lore” que significa “conhecimento, saber”, com a junção quer dizer conhecimento popular. O criador do termo foi William John Thoms (1803-1885) pesquisador da cultura europeia.

Portanto o "folklore" é o saber do povo ou a sabedoria popular.
No Brasil, a palavra adaptada tornou-se "folclore".



Tradição
Todos os povos possuem suas tradições, crenças e superstições, que se transmite através das tradições, lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, mitos, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo, que oralmente, passa de geração em geração.

Unesco
A UNESCO declara que "folclore" é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, e é também uma parte essencial da cultura de cada nação.

Deve-se lembrar que o "folclore" não é um conhecimento cristalizado, embora se enraíze em tradições que podem ter grande antiguidade, mas transforma-se no contato entre culturas distintas, nas migrações, e através dos meios de comunicação onde se inclui recentemente a internet.

Parte do trabalho cultural da UNESCO é orientar as comunidades no sentido de bem administrar sua herança folclórica, sabendo que o progresso e as mudanças que ele provoca podem tanto enriquecer uma cultura como destruí-la para sempre.

História
No século XVI, Montaigne pode ser considerado um precursor.

Os irmãos Grimm.
Entre o fim do século XVIII e o início do século XIX, houve o interesse pelo "folclore", quando estudiosos como os Irmãos Grimm e Herder iniciaram pesquisas sobre a poesia tradicional na Alemanha e "descobriu-se" a cultura popular como oposta à cultura erudita cultivada pelas elites e pelas instituições oficiais.


No século XIX, as projeções do folclore começaram a interessar o mundo cientifico de todos os países depois que o romantismo realçou sua importância.

O Interesse se Espalha
Logo esse interesse se espalhou por outros países e se ampliou para o estudo de outras formas literárias, músicas, práticas religiosas e outros fatos chamados na época de "antiguidades populares".

Neste início de sistematização os pesquisadores procuravam abordar a cultura popular através de métodos aplicados ao estudo da cultura erudita.

O Termo
O termo "folclore" (folklore) é um neologismo que foi criado em 1846 pelo arqueólogo Ambrose Merton - pseudônimo de William John Thoms - e usado em uma carta endereçada à revista The Athenaeum, de Londres, onde os vocábulos da língua inglesa folk e lore (povo e saber) foram unidos, passando a ter o significado de saber tradicional de um povo.

Esse termo passou a ser utilizado então para se referir às tradições, costumes e superstições das classes populares.

Posteriormente, o termo passou a designar toda a cultura nascida principalmente nessas classes, dando ao "folclore"  o status de história não escrita de um povo.

Mesmo que o avanço da ciência e da tecnologia tenha levado ao descrédito muitas dessas tradições populares, a influência do pensamento Positivista do século XIX contribuiu para dignificá-las, entendendo-as como elos em uma cadeia ininterrupta de saberes que deveria ser compreendida para se entender a sociedade moderna.

Assim, com a conscientização de que a cultura popular poderia desaparecer devido ao novo modo de vida urbano, seu estudo se generalizou, ao mesmo tempo em que ela passou a ser usada como elemento principal em obras artísticas, despertando o sentimento nacionalista dos povos.

Chega na América
Depois de iniciar e frutificar na Europa, o estudo do "folclore" se estendeu ao Novo Mundo.

Na segunda metade do século XIX, chega ao Brasil através dos precursores Celso de Magalhães e Sílvio Romero, e aos Estados Unidos, onde William Wells Newell, Mark Twain, Rutherford Hayes.

Em 1888, um grupo de outros eruditos e interessados fundaram a American Folklore Society, que de imediato iniciou a publicação de um jornal que continua em atividade até hoje, o Journal of American Folklore.

A contribuição dos folcloristas norte-americanos foi especialmente importante porque desde logo suas pesquisas foram apoiadas pelas universidades e adquiriram autonomia, definindo novas fronteiras metodológicas e lançando as bases para a fundação do folclorismo como uma nova especialidade científica, paralela à Antropologia.

O folclore na sociedade contemporânea
Atualmente o folclorismo está bem estabelecido e é reconhecido como uma ciência, a ponto de tornar-se seu objeto, a cultura popular ou folclore, instrumento de educação muitos países, que inseriram muitos de seus elementos constituintes em seus elencos de bens de patrimônio histórico e artístico a serem protegidos e fomentados.

Folclorismo
Considera-se hoje o folclorismo um ramo das Ciências Sociais e Humanas, e seu estudo deve ser feito de acordo com a metodologia própria dessas ciências. Como parte da cultura de uma nação, o "folclore" deve ter o mesmo direito de acesso aos incentivos públicos e privados concedidos às outras manifestações culturais e científicas.

Segundo Von Gennep, o "folclore" não é, como se pensa, uma simples coleção de fatos disparatados e mais ou menos curiosos e divertidos; é uma ciência sintética que se ocupa especialmente dos camponeses e da vida rural e daquilo que ainda subsiste de tradicional nos meios industriais e urbanos.

O "folclore" liga-se, assim, à economia política, à história das instituições, à do direito, à da arte, à tecnologia, sem entretanto confundir-se com estas disciplinas que estudam os fatos em si mesmos de preferência à sua reação sobre os meios nos quais evoluem.

Conceitos
Apesar de existir uma metodologia específica para o estudo contemporâneo do "folclore", já existe a consciência de que o impacto dos novos meios de comunicação sobre as culturas, populares ou eruditas, está a exigir uma reformulação nos conceitos e sistemas de análise.

Já não são raros os elementos do povo que usam gravadores, câmeras de vídeo, internet ou outros meios de alta tecnologia para o registro e difusão das manifestações folclóricas, tornando a delimitação do campo de estudo e a caracterização do fato folclórico cada vez mais difíceis.

Em 2001, Roberto Benjamin, presidente da Comissão Nacional de Folclore do Brasil, declarou que um outro processo a merecer atenção é o da espetaculização das manifestações folclóricas pela pressão dos meios de comunicação de massa e do turismo. 

Algumas das manifestações tradicionais guardam a natureza de espetáculos, que têm sido levados à exacerbação, convertendo-se em produto da cultura de massas.

Características do Fato Folclórico
Para se determinar se um fato é folclórico, segundo a UNESCO, ele deve apresentar as seguintes características:

- Tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade e aceitação coletiva.

Tradicionalidade, a partir de sua transmissão geracional, entendida como uma continuidade, onde os fatos novos se inserem sem ruptura com o passado, e se constroem sobre esse passado.
Dinamicidade, ou seja, sua feição mutável, ainda que baseada na tradição.
Funcionalidade, existindo uma razão para o fato acontecer e não constituindo um dado isolado, e sim inserido em um contexto dinâmico e vivo.
Aceitação Coletiva: deve ser uma prática generalizada, implicando uma identificação coletiva com o fato, mesmo que ele derive das elites. Esse critério não leva em conta o anonimato que muitas vezes caracteriza o fato folclórico e que tem sido considerado um indicador de autenticidade, pois mesmo se houver autor, desde que o fato seja absorvido pela cultura popular, ainda deve ser considerado folclórico. 

Um exemplo disso é a literatura de cordel brasileira, geralmente com autoria definida, mas tida como elemento genuíno da cultura popular.

Pode-se acrescentar a esses o critério da espontaneidade, já que o fato folclórico não nasce de decretos governamentais nem dentro de laboratórios científicos; é antes uma criação surgida organicamente dentro do contexto maior da cultura de uma certa comunidade. Mesmo assim, em muitos locais já estão sendo feitos esforços por parte de grupos e instituições oficiais no sentido de se recriar inteiramente, nos dias de hoje, fatos folclóricos já desaparecidos, o que deve ser encarado com reserva, dado o perigo de falsificação do fato folclórico.

Também deve ser regional, ou seja, localizado, típico de uma dada comunidade ou cultura, ainda que similares possam ser encontrados em países distantes, quando serão analisados como derivação ou variante.

Imagens doMundo

Pinksterkrone, Países Baixos. Esta dança é conhecida no Brasil como pau-de-fita

Henri Julien: Ilustração para a história da Canoa encantada, do folclore franco-canadense

Palio del Niballo, Itália

Brer Rabbit, do folclore anglo-americano

Sani ol-Molk: Ilustração para As mil e uma noites, o célebre ciclo de contos do folclore árabe

Musicista tradicional da Ilha da Madeira, Portugal

Cerimônia do Calcio Storico de Florença, Itália

Dança marroquina, Marrocos



Folclore Brasileiro
O Folclore Brasileiro é o conjunto de expressões culturais populares. Folclore é uma ciência das tradições, usos e costumes, crenças, lendas, canções e literatura popular.Atualmente inclui toda a cultura material.

Não existe grande concordância no tocante ao campo das atividades do folclore, que alguns teóricos restringem à cultura espiritual, outros à simples literatura oral, em quanto outros o ampliam à as manifestações da cultura material como acontece no Brasil.

São exemplos mitos e lendas, brincadeiras, danças, festas, comidas típicas e demais costumes que são transmitidos de geração para geração. Assim, apresentam aspectos da identidade nacional.

O Folclore Brasileiro é bem diversificado e conta com atributos das culturas portuguesa, africana e indígena. Apesar dessa riqueza, o "folclore" só começa a figurar nas narrativas oficiais a partir do século XIX.

Com Mário de Andrade e a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), o folclore ganha um aspecto mais acadêmico.

Folclore no Brasil
O "folclore" como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas.

O "folclore" pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

O "folclore" inclui: mitos, lendas, contos populares, ritos, cerimônias religiosas e sociais, brincadeiras, provérbios, adivinhações, as receitas de comidas, os estilos de vestuário e adornos, orações, maldições, encantamentos, juras, xingamentos, danças, cantorias, gírias, apelidos de pessoas e de lugares, desafios, saudações, despedidas, trava-línguas, festas, encenações, a gestualidade associada à intercomunicação oral, artesanato, medicina popular, os motivos dos bordados, música instrumental, canções de ninar e roda, e até mesmo maneiras de criar, chamar e dar comandos aos animais.

A lista do que é folclore não se limita ao que vem do interior, inclui as expressões próprias da vida em cidades, lendas urbanas, os reclames dos vendedores de rua, os símbolos, modelos de arquitetura e urbanismo vernáculos.

Na apresentação do folclore brasileiro oferecida pelo IBGE, "através do folclore o homem expressa as suas fantasias, os seus medos, os melhores e piores desejos, de justiça e de vingança, às vezes apenas como forma de escapar àquilo que ele não consegue explicar". Todas essas manifestações se manifestam peculiarmente em cada cultura e diferem de região para região, e de indivíduo para indivíduo.

O Brasil possui um "folclore" riquíssimo; pode-se elencar algumas categorias mais comuns, dando-lhes um ou outro exemplo. Muitas expressões têm uma presença nacional, ou quase isso, como o carnaval, as farras de boi, as festas juninas, as cavalhadas, a festa do divino e as lendas do curupira, do saci pererê e da mula sem cabeça; outras, são restritas a regiões e estados ou mesmo a pequenas comunidades esquecidas pelo progresso, como os fandangos de tamancos do interior de São Paulo ou a lenda da Teiniaguá no Rio Grande do Sul.

O folclore brasileiro é sinônimo de cultura popular brasileira, e representa a identidade social da comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais; é também uma parte essencial da cultura do Brasil.

Embora tenha raízes imemoriais, seu estudo sistemático iniciou somente em meados do século XIX, e levou mais de cem anos para se consolidar no país.

Câmara Cascudo
Um grande estudioso do "folclore" nacional foi Luís da Câmara Cascudo, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte em 1898 e autor de mais de 150 livros.

Ainda hoje, a obra de Câmara Cascudo é uma referência imprescindível para se tratar do "folclore", até porque diversas expressões folclóricas brasileiras por ele documentadas já desapareceram e não podem mais ser observadas.

A partir da década de 1970, o folclorismo nacional definitivamente se institucionalizou e recebeu conformação conceitual.

Sendo composto por contribuições as mais variadas - com destaque para a portuguesa, a negra e a indígena - o "folclore" do Brasil é extremamente rico e diversificado, sendo hoje objeto de inúmeros estudos e recebendo larga divulgação nacional e internacional, constituindo além disso elemento importante da própria economia do Brasil, pela geração de empregos, pela produção e comércio de bens associados e pelo turismo cultural que dinamiza.


Estudos históricos do Folclore Brasileiro
Em meados do século XIX, o folclore brasileiro, apesar de suas origens se perderem no tempo, começou a receber a atenção da elite nacional.

Naquele período estava em voga o Romantismo, movimento cultural que prestigiava as singularidades e as diferenças, consagrando os vários povos e tradições como objetos dignos de atenção intelectual.

Acompanhando a mesma onda de interesse pela cultura popular que crescia na Europa e nos Estados Unidos, alguns estudiosos brasileiros, como Celso de Magalhães, Sílvio Romero, Amadeu AmaralJosé de Alencar, iniciaram os nossos estudos da cultura popular. 

Sendo Silvio Romero o Pai do Folclore Brasileiro.

A partir de um primeiro interesse pelas tradições orais, depois se passou a estudar a música, e mais tarde as festas, folguedos e outras manifestações.

No Império
Ao mesmo tempo, diversos artistas ligados à elite passaram a empregar elementos da cultura popular na criação de obras destinadas aos círculos ilustrados, como parte de um projeto, estimulado e desenvolvido pelo governo de Dom Pedro II, imperador do Brasil, de construção de um corpo de símbolos nacionalistas que poderia contribuir para a afirmação do Brasil entre as nações civilizadas.

As classes superiores nunca foram inteiramente livres da influência da cultura popular, mas obras como por exemplo I-Juca-Pirama, de Gonçalves Dias, e a música de Luciano Gallet e Alexandre Levy deram a temas do folclore brasileiro um papel de destaque na arte culta. Desde então o interesse pelo assunto só cresceu, e em várias frentes.

Na República
Entre outros nomes importantes do folclore, há os de: Nina Rodrigues 1862-1967 que abriu caminho dos estudos de folclore negro, Melo Morais Filho 1844-1919, Amadeu Amaral 1875-1929, Cecília Meireles 1901-1964, e outros que continuam esse trabalho cultural.

O impulso nacionalista rendeu ainda maiores frutos com o advento do Modernismo, quando o folclore passou a ser visto como a verdadeira essência da brasilidade. Mário de Andrade, um dos líderes do Modernismo brasileiro, foi um grande pesquisador do folclore nacional, procurando colocá-lo em diálogo com as ciências humanas e sociais, que naquela altura nasciam no país. Outros nomes influentes ligados ao movimento modernista, como os pintores Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral e o músico Villa-Lobos, também incorporaram elementos folclóricos em suas obras de maneira destacada.

Mário de Andrade teve a oportunidade de agir oficialmente pelo folclore, criando a Sociedade de Etnologia e Folclore quando dirigiu o Departamento de Cultura do Estado de São Paulo entre 
1935 e 1938, abrindo cursos para a formação de pesquisadores, onde palestraram eruditos renomados como Lévi-Strauss.

Em 1947, o movimento folclorista encontrou a consagração institucional maior na fundação da Comissão Nacional de Folclore, por Renato Almeida, através de recomendação da UNESCO, vinculada ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura e à própria UNESCO.

No contexto do pós-guerra, a preocupação com o "folclore" se inseria nas iniciativas em prol da paz mundial. O "folclore" era visto como elemento de compreensão entre os povos, incentivando o respeito pelas diferenças e permitindo a construção de identidades diferenciadas.

Como disse Cavalcanti, o Brasil de então "orgulhava-se de ser o primeiro país a atender à recomendação internacional no sentido da criação de uma comissão para tratar do assunto".
Na década de 1950, essa movimentação se multiplicou em larga escala, atraindo outras figuras ilustres como Cecília Meireles, Câmara Cascudo, Edison Carneiro, Florestan Fernandes e Gilberto Freire, além de estrangeiros como Roger Bastide.  

Em 1951, reunidos no Rio de Janeiro, no I Congresso Brasileiro de Folclore, publicaram a Carta do Folclore Brasileiro, onde se definiu o "folclore" como "as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica".

Se estabeleceu também como "folclore" os fatos sem o fundamento da tradição, bastando que fossem de aceitação coletiva e essencialmente populares, anônimos ou não, derrubando os requisitos de antiguidade, oralidade e anonimato e relativizando a condição de tradicionalidade.

Em 1958, foi instituída a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, órgão executivo do Ministério da Educação, dinamizando os debates e pesquisas através de comissões estaduais de "folclore", e adotando a prática de engajar colaboradores do interior, mesmo que fossem diletantes, uma vez que se considerou que a intimidade deles com a cultura interiorana contrabalançaria a sua falta de especialização profissional.

Paralelamente à luta pela institucionalização desenvolvia-se um debate a respeito da formulação dos conceitos delimitadores do folclore como uma ciência, o que dependia da libertação do "folclore" em relação à literatura e à história, que tradicionalmente absorviam o pensamento sobre a cultura popular. Mas a tarefa foi em muitos pontos inglória.

No relato de Travassos, resenhando ideias de Vilhena,

"A concepção de sociologia que predominou inicialmente nas universidades brasileiras destacava as deficiências de rigor científico dos trabalhos de folclore. De outro, divergências metodológicas entre folcloristas e sociólogos estavam entrelaçadas a concepções distintas da formação nacional. Enquanto os primeiros orientavam as pesquisas na direção das formas que evidenciassem fusões e sincretismos culturais, os segundos indagavam o grau de integração das camadas sociais e grupos étnicos. Finalmente, a 'tradição cultural nascente' que os participantes do movimento prezavam não tinha relevância para aqueles que, na linha dos folcloristas europeus, consideravam folclóricos os fenômenos identificados com um estrato cultural muito antigo. Assim, o movimento distanciou-se também das concepções européias e norte-americanas que adotam, respectivamente, os critérios básicos de antiguidade e oralidade na definição de folclore. As discordâncias devem-se, mais uma vez, ao peso das preocupações com a nacionalidade".

Além da pesquisa requisitou-se a participação das escolas como instrumentos de preservação e disseminação do folclore, acreditando-se que o caráter intervencionista e "artificial" dessa medida seria compensado pelas possibilidades de vivência "real" do "folclore" nas festas e brincadeiras infantis, fomentando a inclusão, o engajamento na defesa de tradições ameaçadas e a formação de um senso de "fraternidade folclórica", como queriam Renato Almeida e outros que viam o movimento quase como uma missão sagrada.

O movimento folclórico brasileiro produziu enfim um projeto paradoxal de ciência, na qual não havia diferença marcante entre leigo e cientista, entre objeto e sujeito, entre participação efetiva e observação impessoal. Essas ideias e posturas tinham seus riscos e contradições, e deram margem a críticas que alegavam que a interferência ativa do estado na interpretação e no fomento do "folclore" servia como uma cortina de fumaça para esconder problemas sociais apresentando-os como realidades folclóricas.

De qualquer maneira, os trabalhos desses pesquisadores fizeram evoluir as concepções brasileiras sobre o que é o folclore.

A partir de 1961, os folcloristas passaram a contar com um importante meio de divulgação e discussão, a Revista do Folclore Brasileiro, que circulou até 1976 totalizando 41 volumes, e se tornando um catalisador de pesquisas.

Mas apesar das conquistas do folclorismo nacional, ainda lhe faltava credibilidade, o que só seria conseguido, quando ele penetrasse nas universidades.

Em meio à polêmica que cercava o tema, o "folclore" foi gradativamente sendo alijado do modelo acadêmico que se consolidava. Embora muitos de seus estudiosos permanecessem ligados às universidades, a disciplina foi se cristalizando como um subcampo das ciências sociais.

No Golpe
Em 1964, a situação ficou pior com o golpe militar, que ocasionou a demissão de Edison Carneiro, o principal folclorista daquele momento, do cargo de diretor da Campanha, fechada no dia primeiro de abril com um cartaz na porta que dizia:

"Fechado por ser um antro de comunistas".

- Com isso se encerrava todo um ciclo do folclorismo brasileiro. Mas a Campanha foi finalmente reaberta com Renato Almeida como seu diretor.
Incorporada à Funarte,

Em 1979, transformou-se no Instituto Nacional do Folclore.

Em 1990, o Instituto passou a ser denominado Coordenação de Folclore e Cultura Popular.

Atualmente (2017), chamado Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tendo como missão declarada:

"Formular, fomentar e executar programas e projetos em nível nacional voltados para a pesquisa, documentação, difusão e apoio a expressões das culturas populares brasileiras".

Desde essa retomada nos anos 1960-70 se acelerou e aprofundou a modernização da sociedade, a televisão entrou decisivamente no cotidiano, e ao contrário do que temia a Campanha em seus primórdios, o folclore não acabou, mas adaptou-se e transformou-se, assim como continuaram em mudança seus conceitos e práticas.

Cavalcanti sumarizou o processo:

"A cultura não é mais entendida como um conjunto de comportamentos concretos mas sim como significados permanentemente atribuídos... Uma festa é mais do que a sua data, suas danças, seus trajes e suas comidas típicas. Elas são o veículo de uma visão de mundo, de um conjunto particular e dinâmico de relações humanas e sociais. Não há também fronteiras rígidas entre a cultura popular e a cultura erudita: elas comunicam-se permanentemente... Na condição de fato cultural, o folclore passa a ser compreendido dentro do contexto de relações em que se situa".

Em 1995, numa revisão da Carta do Folclore Brasileiro realizada no VIII Congresso Brasileiro de Folclore, reunido em Salvador, os folcloristas brasileiros definiram folclore como "o conjunto das criações culturais de uma comunidade, baseado nas suas tradições expressas individual ou coletivamente, representativo de sua identidade social. Constituem-se fatores de identificação da manifestação folclórica: aceitação coletiva, tradicionalidade, dinamicidade, funcionalidade".

Aceitação coletiva significa que deve ser uma prática generalizada, implicando uma identificação coletiva com o fato, mesmo que ele derive das elites.

Tradicionalidade é entendida como uma continuidade através das gerações, onde os fatos novos se inserem sem ruptura com o passado, e se constroem sobre esse passado.

Dinamicidade se refere à sua feição mutável, ainda que baseada na tradição.

Funcionalidade, por existir uma razão para o fato acontecer, não constituindo um dado isolado, e sim inserido em um contexto dinâmico e vivo.

Pode-se acrescentar a esses o Critério da Espontaneidade, já que o fato folclórico não nasce de decretos governamentais nem dentro de laboratórios científicos; é antes uma criação surgida organicamente dentro do contexto maior da cultura de uma certa comunidade.

Mesmo assim, em muitos locais já estão sendo feitos esforços por parte de grupos e instituições oficiais no sentido de se ressuscitar nos dias de hoje fatos folclóricos já desaparecidos, o que deve ser encarado com algum ceticismo, dado o perigo de falsificação do fato folclórico.

Também deve ser regional, ou seja, localizado, típico de uma dada comunidade ou cultura, ainda que similares possam ser encontrados em países distantes, quando serão analisados como derivação ou variante.

Apesar da existência destes critérios, muitas vezes é difícil determinar se um fato é ou não folclórico, até porque os pesquisadores não raro divergem sobre os conceitos e suas aplicações.

Nesse contexto, disse Cavalcanti que antes do que tentarmos saber se um dado fato é ou não folclórico, é mais produtivo entender o "folclore" como um campo de estudos ainda em expansão, significando que o elemento folclórico não está tanto no fato concreto, mas em seu entendimento como folclórico, e por isso a definição do que é "folclore" varia com o tempo.

A despeito das polêmicas entre os estudiosos, o resultado dessa evolução continuada é que atualmente o folclore brasileiro se elevou a uma posição de destaque. Além de ser a base alimentadora de boa parte do turismo cultural do país, dinamizando comércio, indústria e serviços, se tornou instrumento de educação nas escolas, tem museus para ele e está protegido por lei, sendo considerado um bem do patrimônio histórico e cultural do país.

A Constituição do Brasil protege o "folclore" através dos artigos 215 e 216, que tratam da proteção do patrimônio cultural brasileiro, ou seja, "os bens materiais e imateriais, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira".


O Apelo
Por outro lado, como se observa em outras partes do mundo, o folclore brasileiro está experimentando modificações importantes em virtude do apelo turístico, e da influência dos novos meios de comunicação de massa e das novas tecnologias de registro e difusão de informações, ocasionando a descaracterização de muitos fatos folclóricos e sua transformação em espetáculos de massa, o que está gerando preocupação.

Benjamin esclarece:

"Um outro processo a merecer atenção é o da espetacularização das manifestações folclóricas pela pressão dos meios de comunicação de massa e do turismo. Algumas das manifestações tradicionais guardam a natureza de espetáculos, que têm sido levados à exacerbação, convertendo-se em produto da cultura de massas. O exemplo mais evidente é o do boi-bumbá de Parintins. Preocupante, porém, é o caso de manifestações de natureza ritual, reservadas aos membros de comunidades religiosas, que por seu exotismo estão sendo cooptadas para converter-se em eventos de massa. É o caso das panelas-de-Iemanjá, convertidas em festivais para turistas. Diante desse quadro, torna-se necessária uma nova postura liberada dos preconceitos etnocêntricos, a reciclagem das técnicas de pesquisa em trabalho interdisciplinar com a incorporação das contribuições renovadas das ciências humanas e das ciências da linguagem, o uso de novas tecnologias e equipamentos disponíveis".


Museu do Folclore
Existem diversos museus de folclore no Brasil, também coleções particulares e bibliotecas especializadas, e centros de estudos.

Os mais importantes são: Museu de Folclore em SP, Museu Edison Carneiro, no Rio de Janeiro; Museu Câmara Cascudo, Rio Grande do Norte.

O Ministério da Cultura mantém um órgão, a campanha de defesa de folclore, destinado a pesquisar e divulgar fatos do folclore nacional.

Folclore na Literatura
Na literatura, há no mínimo três autores de importância indiscutível que se utilizaram de elementos da cultura popular.

O paulista Mário de Andrade, grande estudioso do folclore, escreveu sua obra-prima, "Macunaíma", reunindo com olhar irônico e crítico inúmeras narrativas do folclore brasileiro.

O mineiro João Guimarães Rosa, autor de "Grande Sertão: Veredas" - um clássico da literatura nacional - tematiza a vida do sertanejo e trabalha tanto elementos característicos de narrativas folclóricas, quanto a própria forma sertaneja de uso da língua portuguesa.

Da mesma maneira, o paraibano Ariano Suassuna compôs uma ampla obra teatral baseada na tradição folclórica nordestina.

Como exemplo, podem-se citar "O Auto da Compadecida" ou "A Pena e a Lei", sem falar no monumental "Romance da Pedra do Reino".

Folclore e Música
Em matéria de música folclórica, também chamada de "música de raiz", Inezita Barroso é uma grande pesquisadora.

Você pode ouvi-la na Rádio UOL clicando nos links abaixo:
Hoje Lembrando
Sou Mais Brasil

Além de Inezita Barroso, a Rádio UOL dispõe em seu acervo de outros discos de qualidade com músicas do folclore brasileiro.

Ouça outras opções:
Beira-Mar Novo
Duas Canções do Folclore
Mangueira em Tempo de Folclore
Bossa Nova
MPB – Música Popular Brasileira

Folclore no Cinema na TV
Convém lembrar que o folclore brasileiro - ligado ao universo rural, pois a industrialização do país é recente, em termos históricos - chegou a influenciar nossos meios de comunicação de massa.

O ator e diretor Amácio Mazzaropi levou o caipira do interior paulista para as telas do cinema. O animador de programas de auditório Abelardo Chacrinha Barbosa fez enorme sucesso na TV utilizando-se elementos de festas populares do Nordeste, como as disputas entre cordões (o encarnado e o azul), que eram mediados por um velho, a quem Chacrinha personificava.

Nos meios de comunicação de massa, como o cinema, a estética dos circos mambembes que percorriam o interior do país também podem ser encontradas em produções cinematográficas inusitadas como os filmes de terror de José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão.

Curiosidades:
 - É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.
 - Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representada pela festa do Halloween - Dia das Bruxas.
 - A palavra folclore é de origem inglesa. A termo "folk", em inglês, significa povo, enquanto "lore" significa conhecimento ou cultura.
 - Nem tudo é folclore. Para ser considerada uma legítima representação folclórica, é necessário que se enquadre em algumas características: ter origem anônima, ser antiga e popular, tradicional numa determinada região (sendo praticada e divulgada por muitas pessoas) e ter se espalhado através da transmissão oral (famoso boca a boca).
 - Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular.

1 – Pesquisar gravuras que representem o folclore brasileiro para montar um mural. Separá-las e agrupá-las por “tópicos”: lendas e histórias, músicas, parlendas, brincadeiras, festas, etc.
2 – Pesquisar brincadeiras e brinquedos do folclore brasileiro (solicitar ajuda dos pais e avós) / ensinar ao grupo a brincadeira (pais e avós poderão ensinar).
3 – Pesquisar, com pais e avós, uma adivinha / reunir várias adivinhas, registrá-las em papel (educador) / dobrar os papéis e sorteá-los / turma dividida em 2 grupos, responderá a adivinha do outro / adivinhas podem ser feitas em cartões, para serem respondidas graficamente e/ou lidas.
4 – Em grupo, elaborar oralmente, novas adivinhas / escrevê-las em cartões ou papel.
5 – Pesquisar quadrinhas e trazê-las para serem lidas em sala / conversar com a educadora o significado do vocabulário e idéia principal de cada quadrinha.
6 – Educador cita 1 palavra e solicita palavras que rimam (oralmente) / caixa com cartões escritos – 1 palavra em cada cartão / criança sorteia 1 cartão, lê e escreve palavras que rimem com aquela.
7 – Criar oralmente ou graficamente quadrinhas / fazer um livrinho de quadrinhas para o grupo.
8 – Educador recita 1 quadrinha e suprime a última rima, para ser completada pelas crianças (oralmente ou graficamente).
9 – Cada criança escolhe 1 quadrinha e ilustra graficamente.
10 – Cada criança traz 1 cantiga de roda / educadora registra a letra em cartões. Educador lê e a criança dramatiza. Crianças cantam e brincam de roda.
11 – Pesquisar parlendas / cada criança traz uma / Educadora registra em cartões / cada parlenda é acompanhada de uma brincadeira – brincar e dramatizar / cada criança escolhe uma parlenda e registra graficamente (desenho).
12 – Pesquisar lendas / cada criança traz uma lenda / educador registra em cartões / após leitura de uma lenda, crianças dramatizam e representam graficamente (desenho) / destacar a mensagem ou idéia principal de cada lenda / interpretação oral (ou gráfica) de texto.
13 – Mural com os personagens de várias lendas confeccionadas com sucata, pintar, desenho.
14 – Pesquisar danças folclóricas / cada criança traz a dança de sua preferencia / educadora contextualiza lugar, característica, religião, música e instrumentos utilizados / assistir em vídeo, danças e músicas folclóricas – reproduzir cantando e dançando.
15 – Destacar a dança típica da região em que vivemos / registrar com fotos e gravuras.
16 – Pesquisar e ouvir músicas folclóricas (destacar religião e autor).
17 – Pesquisar e trazer objetos (reais) do artesanato brasileiro / caracterizar e identificar a região procedente / montar uma exposição.
18 – Confeccionar com argila e sucata peças de artesanato.
19 – Pesquisar pratos da culinária identificando e caracterizando a região procedente / registrar com gravuras, fotos e graficamente como ele é feito.
20 – Montar com o grupo um livro de receitas de culinária brasileira.
21– Escolher com o grupo uma ou mais receitas e confeccioná-la para uma refeição na sala. 22 – Pesquisar os trajes típicos regionais / expor peças reais, gravuras e/ou fotos.
23 – Pesquisar a vida e a obra de Monteiro Lobato / registrar graficamente, com gravuras e fotos montando um cartaz.
24 – Contar histórias de Monteiro Lobato, trabalhar a história do Sítio do Picapau Amarelo e seus personagens.
25 – Confeccionar com sucata personagens do sítio e montar bonecos para teatro.
26 – Criar novas histórias com os personagens do Sítio do Picapau Amarelo.
27 – Criar poemas orais e/ou escrever para os diversos personagens.
28 – Brincadeiras e brinquedos – pesquisar e trazer de casa brinquedo.
29 – Pesquisar as festas populares, através de gravuras e fotos / confeccionar um painel.
30 – Pesquisar com os pais as superstições e crendices / registrar graficamente ou explicar oralmente para o grupo.


Referências
Comissão Nacional do Folclore. Carta do Folclore Brasileiro. Capítulo I - Conceito. Salvador, 1995.
Frade, Cáscia. Folclore/Cultura Popular: Aspectos de sua História. 8º Encontro com o Folclore/Cultura Popular. Espaço Cultural Casa do Lago/UNICAMP, 18 a 22 de Agosto de 2003
Georges, Robert A., Michael Owens Jones, "Folkloristics: An Introduction," Indiana University Press, 1995.
Gennep, Arnold von. In Laytano, Dante de. O Folclore do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: EST, Martins Livreiro; Caxias do Sul: EDUCS, 1984. p. 11
Benjamin, Roberto. Folclore no Terceiro Milênio. IV Seminário de Ações Integradas em Folclore. Comissão Maranhense de Folclore. Boletim n. 21 / Dezembro 2001
UNESCO. Recomendação sobre a Salvaguarda do Folclore. Reunião de Praga, 1995. In Benjamin.Praga, 1995. In Benjamin.

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